Segundo Freud, nascemos sem sexo e aprendemos a ser homem e mulher com a cultura. Efetivamente, ser homem é ser um ser humano com cromossomo XY. Seu psicológico, porém, é variável de acordo com a sociedade em que ele vive.
Na idade Média, a parte masculina era exclusivamente responsável pelo sustento da família e pelas atividades mais importantes enquanto a feminina se restringia aos trabalhos domésticos. No Oriente Médio a religião determina uma mulher recatada, enquanto o homem deve ser social. Com a revolução feminina, o papel da mulher aumentou e, consequentemente, ela adquiriu independência e ascendeu tanto na família quanto no mercado de trabalho.
Acirrada a disputa de espaço, o homem se viu pela primeira vez comparado ao sexo oposto. Assim como a mulher ganhou independência e autoridade - qualidades que eram caraterísticas aos homem - este começou a ser cobrado no quesito sensibilidade. Os protagonistas das novelas passaram de verdadeiros machões – como Roque Santeiro – para verdadeiros príncipes encantados, cheios de sentimento e romantismo. O homem moderno cuida de sua aparência, dá importância a bens materiais e se preocupa com bons modos. Assistem futebol, mas também frequentam salão de beleza.
Há, porém, aqueles mais conservadores, que se recusam a aceitar a igualdade entre os sexos. Para eles, o fato de uma mulher ser auto-suficiente ou de um homem ser vaidoso é sinal de homossexualidade. Crescer em um meio com esses pensamentos gera um indivíduo com preconceitos e pré-conceitos, que vai evitar “afeminação” e saturar qualidades masculinas.
Não existe uma forma que determine o homem moderno, ele pode tanto ser autoritário quanto sensível e vaidoso. Idealizar a total igualdade entre sexos seria utópico, pois cada um tem qualidades diferentes, mas é importante que a população entenda que as características femininas e masculinas estão se misturando. Apesar da dificuldade de enfrentar velhos conceitos culturais não devemos mais viver sob os rótulos de que cada um faz cada coisa.